A vida no tempo de Garcia da Orta

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Uma aula sobre a Inquisição

No dia 25 de Março, à tarde, fomos à Escola Infante D. Pedro, sede do nosso Agrupamento. Fomos lá para ter uma aula sobre a Inquisição que os alunos do 8ºA e a professora Sónia Gariso prepararam para nós.


Primeiro contaram a história do cão mal desenhado que não era como os cães normais. A seguir conversaram connosco sobre essa história para nos explicarem que todos têm direito a ser diferentes e devem ser respeitados por isso.

Aprendemos o que era a Inquisição que era um tribunal onde as pessoas que eram judeus tinham que negar tudo em que acreditavam.
As pessoas que lá fossem não podiam dizer o contrário, por exemplo se eles diziam que o Sol gira à volta da Terra todos tinham que dizer que sim. Se não eram torturados com máquinas de tortura tais como: cadeira de pregos, esmaga joelhos, a múmia e também podiam ser queimados em público para servir de exemplo aos outros.

Além disso também aprendemos o que é o clero: padres, frades, bispos, arcebispos…

A seguir leram-nos um lindo poema sobre a liberdade que é o que temos agora e não havia no século dezasseis. Entregaram-nos uma folha com informações sobre o que nos tinham ensinado e pediram que escrevêssemos nela o que é para nós a liberdade. Todos deram a sua opinião e alguns leram-na em voz alta.

No final ainda nos ofereceram um belo lanche surpresa.

FOI MUITO FIXE!
OBRIGADA 8º A E PROFESSORA SÓNIA!

Lígia, Daniela, Ricardo Matilde, Tiago, Inês Brás, Ana Sofia

Este é o folheto que os colegas do 8ºA e a Professora Sónia prepararam para nós:

Aqui ficam as nossas respostas:

Para mim a Liberdade…

“… é estar sozinha, é estar em paz” (Inês Brás)
“… é quando estou a jogar futebol” (António)
“… é dizer o que nós pensamos e brincarmos à vontade” (Alexandre)
“… é um guarda sol em que cai chuva” (Diogo)
“… é as cores da Primavera que anda na rua” (Tiago)
“… é não ter ninguém a perseguir-nos” (Daniela)
“… é viver em paz” (Mariana)
“… é estar sozinha” (Joana)
“… é uma coisa importante no Mundo porque sem ela sofremos” (Marcelo)
“… é poder dizer aquilo que penso e ter uma religião diferente” (Emanuel)
“… é muito bonito, é nós podermos brincar” (Lígia)
“… é poder fazer ou andar por onde quizermos” (Ricardo)
“… é paz” (Matilde)
“… é um dia cheio de sol” (Catarina)
“… é andar a voar por todo o lado sem que alguém nos mande para casa” (Ana)
“… é poder pensar e brincar sem nos dizerem que não devemos” (Inês Afonso)
“… é quando ninguém anda atrás de nós” (Pedro)
“… é ter muito sossego e paz” (João)

Colóquio da Canela

quarta-feira, 6 de maio de 2009

No dia 11 de Fevereiro de 2009, conhecemos pela primeira vez os textos de Garcia da Orta.

A professora distribuiu uma fotocópia do Colóquio Décimo Quinto que fala sobre a Canela.
Em grupo, tentámos decifrar o que lá estava escrito. Primeiro não percebemos nada porque estava escrito em Português antigo, mas quando tentámos ler em voz alta já começámos a compreender.
O livro de Garcia da Orta não era ilustrado, por isso ele descrevia as plantas comparando-as com outras que eram conhecidas explicando tudo por palavras.
No caso do colóquio da canela, comparava a árvore com a oliveira, as folhas com as do loureiro, os frutos com os murtinhos e as avelãs, a casca com a cortiça.
Os grupos observaram ao vivo todas essas coisas que já conheciam e tentaram desenhar a árvore da canela com base na descrição do nosso cientista.

A seguir, procuraram as imagens reais da caneleira na Internet e verificaram que os seus desenhos até ficaram bastante parecidos.
Isto quer dizer que aquilo que Garcia da Orta observou e registou conseguiu viajar através do tempo e as imagens que as suas palavras conseguiram criar na nossa imaginação eram muito reais.


O próximo trabalho foi cada grupo tentar legendar com frases do texto do colóquio as imagens tiradas da Internet.


Ficámos a saber que no séc. XVI as plantas ainda não tinham nomes científicos. Cada região dava-lhes um nome diferente. Garcia da Orta registou também todos os nomes por que a canela era conhecida como podemos ver no título do colóquio XV que se chama: “da Canela e da Cassia Lignea, e do Cinamomo que tudo he huma cousa”.

Este trabalho foi muito importante para as pessoas saberem do que estavam a falar e se entenderem.

Seguidamente, os grupos fizeram um exercício de ortografia, tentando traduzir o português antigo do colóquio da canela para português actual.

Cada um viu, cheirou e provou a canela. A professora ofereceu um pau de canela para levar para casa.

Finalmente, a turma dividiu-se em dois grupos que iriam investigar os seguintes temas:

1- Procurar informações sobre as propriedades da canela e suas diferentes aplicações. 2- A canela e as tradições do Arroz Doce em Buarcos.





A Vida de Garcia da Horta

quarta-feira, 4 de março de 2009


Nós fizemos uma investigação sobre a vida e a obra do nosso cientista.
Primeiro conversámos sobre o que já sabíamos acerca de Garcia da Orta.



A seguir fizemos um guião das perguntas acerca da sua história e para as quais ainda não tínhamos resposta.


Depois recolhemos da Internet vários textos sobre o tema, reunimos por grupos e fomos procurar no texto as respostas às nossas questões.
Finalmente, os grupos apresentaram os seus trabalhos e a turma realizou um resumo colectivo das informações recolhidas.


Ficou dividido em duas partes:

I – Biografia de Garcia da Orta.

II – Como era a medicina no seu tempo.

Na aula seguinte, através da consulta dos nossos trabalhos, preenchemos uma ficha de identificação.

Durante esta investigação ficámos a saber algumas coisas interessantes sobre a vida naquele tempo como por exemplo:

- A Inquisição perseguia os Judeus.


- Os livros que até aí eram feitos à mão pelos copistas, passaram a ser impressos.


- Os médicos estudavam filosofia e botânica.

- O vestuário era muito diferente.

Etnofarmacologia - Etnobotânica

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Para comemorar a Semana da Ciência, convidámos para a nossa escola uma investigadora da Universidade Nova de Lisboa, a Drª Maria do Céu Madureira.
O trabalho desta cientista é muito parecido com o que Garcia da Orta fazia no seu tempo, por isso a sua conferência foi muito interessante para o nosso projecto.



Uma curiosidade é que esta investigadora é tia da nossa colega Inês Brás, mas ela não sabia porque a professora nunca disse o nome da cientista que nos vinha dar a aula. Por isso, no momento da chegada, foi uma grande surpresa para a sobrinha que ficou encantada e orgulhosa com a descoberta
Vamos contar-vos como tudo se passou:
Na Semana da Ciência, a minha tia Maria do Céu Madureira, que é investigadora de espécies de plantas medicinais em S. Tomé e Príncipe, veio à nossa escola ensinar-nos um pouco do que sabe.
Vamos começar a entrevista pois estamos muito curiosos:

Porque escolheu esta profissão?
Escolhi esta profissão porque sou uma pessoa muito curiosa. Além disso, desde criança que mantenho contacto com a natureza. Sempre fui escuteira e mesmo já a frequentar a universidade, continuava a defender a Natureza sendo caminheira.
Na sua profissão já fez alguma descoberta importante? Qual?
Sim, já fiz. A minha equipa descobriu uma espécie de girassol do qual se pode fazer um medicamento que pode contribuir para a cura da malária.

E já encontrou muitas plantas medicinais?
Em quinze anos de trabalho já descobri mais ou menos trezentas plantas medicinais, mas nem todas as plantas que existem servem para curar.

Pensa que já estão quase a descobrir a cura para a Malária?
Sim. Como já disse atrás, descobrimos em S. Tomé e Príncipe uma planta que depois de analisada em laboratório, se concluiu que pode matar o micróbio que causa a Malária. Esta doença é muito contagiosa em locais onde existem mosquitos, através dos quais ela se propaga.

Estas foram só algumas das muitas perguntas que fizemos à minha tia.
Foi uma aula diferente das outras e eu adorei a surpresa que as professoras e a minha tia Céu me fizeram.


Inês Madureira Brás


Hoje tivemos uma aula diferente. E porquê?
Nós hoje tivemos uma aula diferente porque foi à nossa escola uma investigadora. Ela chama-se Maria do Céu Madureira e investiga plantas medicinais que curam doenças como a Malária.
A Doutora Maria do Céu foi investigar em São Tomé e Príncipe.
Esteve numa floresta de nevoeiro que ficava no cimo de um monte muito alto. Lá, ela encontrou plantas curiosas que os terapeutas tradicionais usam para tratar muitas doenças.


Ela contou que durante uma expedição escorregou, torceu um pé e ficou com muitas dores. Foi tratada por um senhor de São Tomé, especialista destes problemas. Ele aplicou um remédio feito de uma planta esmagada que lhe tirou a dor rapidamente.

A Doutora Maria do Céu ensinou-nos que lá em África têm duas estações:
Chuvas e Gravana.

O trabalho desta equipa de investigadores é muito interessante porque ajuda outras pessoas a utilizarem bem as plantas.
Eu achei esta lição muito curiosa porque aprendi muitas coisas novas.
Matilde Domingues

Eu gostei muito deste dia!
A senhora cientista que veio dar-nos esta aula trouxe-nos um livro escrito por ela, pelos seus alunos e pelos terapeutas tradicionais de S. Tomé, onde vêm as plantas que curam e as receitas para a sua utilização.
A escola comprou o livro e a Dr.ª Maria do Céu escreveu-nos uma dedicatória.
Joana Marinho

Este livro é muito parecido com o livro de Garcia da Orta onde vinham os nomes das plantas e como se usavam para tratamentos.
O dinheiro da venda deste livro é todo para os terapeutas de S. Tomé que ganham muito pouco com o seu trabalho de curar pessoas.
Veio à nossa escola do Serrado uma cientista que explora as plantas medicinais na floresta, com uma equipa de botânicos e alunos da faculdade de farmácia da Universidade de Lisboa.
Nas florestas de S. Tomé há vários animais perigosos como a cobra preta e a tarântula. Também têm que abrir caminho na vegetação com catanas e atravessar rios a pé. Se acontecer algum acidente não há maneira de os socorrer. Por tudo isto é um trabalho muito arriscado e difícil.


Vimos fotografias da equipa na floresta, projectadas pelo computador.

Também os vimos a pôr etiquetas nas plantas que descobriram e a entrevistarem as pessoas que conhecem os usos medicinais dessas plantas. Com esta aula aprendemos muitas coisas sobre a Malária. Funciona assim: se uma pessoa com Malária está ao pé de outra não lhe pega. Mas se um mosquito pica nela, ao mesmo tempo que lhe pica tira um pouco de sangue com Malária que mete dentro de si. A seguir leva-a e passa-a quando pica na outra e assim pode-se contagiar a maldita Malária.
Depois de fazermos as perguntas todas do nosso guião de entrevista, a nossa turma ofereceu à Dr.ª Maria do Céu um vaso de plantas aromáticas.

Mariana Janardo

 
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